sábado, 4 de dezembro de 2010
Dançando ao som da centrífuga!
A Pietra está numa fase em que o mundo externo a ela começa a chamar mais a sua atenção do que o seu próprio mundo, interno. Ela ouve os sons e, acho eu, identifica os ritmos, e dança! Hoje, eu estava lavando roupa na área de serviço, ela estava no degrauzinho da cozinha observando o incrível movimento da máquina de lavar, quando a mesma começou a centrifugar a roupa e a minha filha começou a balançar o corpinho, dançando loucamente ao som da máquina de lavar!
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
casamento x filhos
Por que as pessoas se casam?
Hoje, eu entrei no metrô, e no banco ao meu lado tinha uma menina aos prantos. Ela desceu uma estação antes da minha; no momento em que ela desceu, uma outra mulher falou: "não tem coisa pior do que chorar por causa de homem!!!". Na sequência ela fez uma rápída e intensa defesa do ódio aos homens! Perguntei se ela era casada, disse que tinha sido 10 anos e que falava por experiência própria. Perguntei se tinha chorado muito por ele, respondeu: "nunca!!!" (experiência própria???), cheia de orgulho, e continuou: "depois namorei 2 anos e meio, e também acabou!", falou como se tivesse vencido um câncer!
Não perguntei se ela tinha filhos... mas acho que não... o ódio dela era exposto demais, não era ainda aquele ódio contido, resignado, das mães solteiras (sem sentido pejorativo).
Por que as pessoas tem filhos?
Lembro-me de quando estava grávida e uma colega de trabalho, que tem dois filhos pequenos e na época estava se divorciando veio me aconselhar: "você ama o seu marido? então cuida dele, porque se você deixar eles (os filhos) dominam a sua vida!", falou como quem se refere ao chefe ditador!
Acho que as pessoas têm filhos quando os casamentos começam a dar sinais de falência e aí a educação dos filhos escancara todo o choque de valores do casal, de modo que o casamento é definitivamente esmagado!
Mas isso decorre do fato de que as pessoas não querem conviver, muito menos com o que é diferente delas! E homens e mulheres são, definitivamente, diferentes!
Eu quero conviver, em especial enquanto ainda conseguimos manter vivas as diferenças!
Conviver dói! E eu me esforço cotidianamente para me desvencilhar do desejo de me encher de "analgésicos" e evitar o sofrimento!
Vamos sofrer! Sofrer sem drama! Só sofrer, com resignação, assim como a pedra sofre a ação do vento, das ondas... sofrer, no sentido literal da palavra!
E vamos nos unir a alguém diferente de nós, e fazer um monte de diferentinhos para termos a maravilhosa oportunidade de continuarmos sofrendo, como seres VIVOS que somos!
Hoje, eu entrei no metrô, e no banco ao meu lado tinha uma menina aos prantos. Ela desceu uma estação antes da minha; no momento em que ela desceu, uma outra mulher falou: "não tem coisa pior do que chorar por causa de homem!!!". Na sequência ela fez uma rápída e intensa defesa do ódio aos homens! Perguntei se ela era casada, disse que tinha sido 10 anos e que falava por experiência própria. Perguntei se tinha chorado muito por ele, respondeu: "nunca!!!" (experiência própria???), cheia de orgulho, e continuou: "depois namorei 2 anos e meio, e também acabou!", falou como se tivesse vencido um câncer!
Não perguntei se ela tinha filhos... mas acho que não... o ódio dela era exposto demais, não era ainda aquele ódio contido, resignado, das mães solteiras (sem sentido pejorativo).
Por que as pessoas tem filhos?
Lembro-me de quando estava grávida e uma colega de trabalho, que tem dois filhos pequenos e na época estava se divorciando veio me aconselhar: "você ama o seu marido? então cuida dele, porque se você deixar eles (os filhos) dominam a sua vida!", falou como quem se refere ao chefe ditador!
Acho que as pessoas têm filhos quando os casamentos começam a dar sinais de falência e aí a educação dos filhos escancara todo o choque de valores do casal, de modo que o casamento é definitivamente esmagado!
Mas isso decorre do fato de que as pessoas não querem conviver, muito menos com o que é diferente delas! E homens e mulheres são, definitivamente, diferentes!
Eu quero conviver, em especial enquanto ainda conseguimos manter vivas as diferenças!
Conviver dói! E eu me esforço cotidianamente para me desvencilhar do desejo de me encher de "analgésicos" e evitar o sofrimento!
Vamos sofrer! Sofrer sem drama! Só sofrer, com resignação, assim como a pedra sofre a ação do vento, das ondas... sofrer, no sentido literal da palavra!
E vamos nos unir a alguém diferente de nós, e fazer um monte de diferentinhos para termos a maravilhosa oportunidade de continuarmos sofrendo, como seres VIVOS que somos!
terça-feira, 19 de outubro de 2010
andadores: ótimos estímulos para o desenvolvimento ou um atraso para a vida dos bebês?
O meu marido comprou um andador para a Pietra Maria.
No começo eu não queria que ele comprasse, porque vinha ouvindo falar muitas coisas negativas sobre o uso do andador. Mas depois, percebi que ela estava se desenvolvendo muito rápido. Um dia ficou de gatinho, no outro deu uma rastejadinha, de repente já engatinhava de lá pra cá com a maior facilidade. Aí ficou em pé sozinha e começou a "andar" apoiada nas coisas, e ficar ansiosa por não conseguir ir até os lugares que podia enxergar em seu campo de visão. Então achei que podíamos experimentar!
Agora há pouco, enquanto a observava em seu andador, de um lado para o outro na sala da minha casa, resolvi procurar na net coisas mais específicas sobre o uso do objeto polêmico, e encontrei um artigo "metendo o pau" no pobre brinquedo (para mim é um brinquedo...) e tive uma vontade súbita de compartilhar o meu pensamento por causa do excesso de crítica do texto.
Acho que está surgindo no mundo um preconceito ao contrário, uma onda modernóide que defende obsessivamente "o natural" em tudo na vida e, em especial, no desenvolvimento das crianças. Como se fosse possível fazer qualquer coisa natural nos tempos em que vivemos!
A questão é que se a partir do momento em que você compra o andador nunca mais o bebê fica no chão ou em outro lugar, claro que ele será prejudicial! Mas se ele serve para um momento espécífico de explorar o espaço, um alívio para a imobilidade a que a criança pouco antes de começar a andar fica presa, pode ser super estimulante!
A gente tem que tomar cuidado com as regras! Com esse desespero que temos por informação e que nos faz ir atrás dela em todos os veículos de mídia. E vamos acumulando um monte de ideias vindas de pessoas que podem mesmo ser conhecedoras honestas dos assuntos sobre os quais discorrem, mas não sabem nada sobre cada pessoa que as lê! E assim, repleto de informações, você não tem mais nenhum espaço para observar o tempo real, a vida real, acontecendo diante de você! Não tem mais a capacidade de observar o seu filho vivendo diante de você e dizendo o tempo todo quem ele é e do que ele precisa!
No começo eu não queria que ele comprasse, porque vinha ouvindo falar muitas coisas negativas sobre o uso do andador. Mas depois, percebi que ela estava se desenvolvendo muito rápido. Um dia ficou de gatinho, no outro deu uma rastejadinha, de repente já engatinhava de lá pra cá com a maior facilidade. Aí ficou em pé sozinha e começou a "andar" apoiada nas coisas, e ficar ansiosa por não conseguir ir até os lugares que podia enxergar em seu campo de visão. Então achei que podíamos experimentar!
Agora há pouco, enquanto a observava em seu andador, de um lado para o outro na sala da minha casa, resolvi procurar na net coisas mais específicas sobre o uso do objeto polêmico, e encontrei um artigo "metendo o pau" no pobre brinquedo (para mim é um brinquedo...) e tive uma vontade súbita de compartilhar o meu pensamento por causa do excesso de crítica do texto.
Acho que está surgindo no mundo um preconceito ao contrário, uma onda modernóide que defende obsessivamente "o natural" em tudo na vida e, em especial, no desenvolvimento das crianças. Como se fosse possível fazer qualquer coisa natural nos tempos em que vivemos!
A questão é que se a partir do momento em que você compra o andador nunca mais o bebê fica no chão ou em outro lugar, claro que ele será prejudicial! Mas se ele serve para um momento espécífico de explorar o espaço, um alívio para a imobilidade a que a criança pouco antes de começar a andar fica presa, pode ser super estimulante!
A gente tem que tomar cuidado com as regras! Com esse desespero que temos por informação e que nos faz ir atrás dela em todos os veículos de mídia. E vamos acumulando um monte de ideias vindas de pessoas que podem mesmo ser conhecedoras honestas dos assuntos sobre os quais discorrem, mas não sabem nada sobre cada pessoa que as lê! E assim, repleto de informações, você não tem mais nenhum espaço para observar o tempo real, a vida real, acontecendo diante de você! Não tem mais a capacidade de observar o seu filho vivendo diante de você e dizendo o tempo todo quem ele é e do que ele precisa!
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Por que este blog?
Desde que engravidei da minha filha, agora com 9 meses de vida, tenho vontade de compartilhar as e saber das coisas que acontecem com os bebês como ela, por aí! Eu procurei blogs já existentes para sanar a minha vontade de contar esse cotidiano encantador e sempre cheio de novidades que é o nosso dia-a-dia no convívio com um bebê pequeno, e também para saber de outras histórias, mas não encontrei. Então me rendi ao encantador mundo dos diários virtuais e cá estou!
Assinar:
Comentários (Atom)