terça-feira, 19 de outubro de 2010

andadores: ótimos estímulos para o desenvolvimento ou um atraso para a vida dos bebês?

O meu marido comprou um andador para a Pietra Maria.

No começo eu não queria que ele comprasse, porque vinha ouvindo falar muitas coisas negativas sobre o uso do andador. Mas depois, percebi que ela estava se desenvolvendo muito rápido. Um dia ficou de gatinho, no outro deu uma rastejadinha, de repente já engatinhava de lá pra cá com a maior facilidade. Aí ficou em pé sozinha e começou a "andar" apoiada nas coisas, e ficar ansiosa por não conseguir ir até os lugares que podia enxergar em seu campo de visão. Então achei que podíamos experimentar!

Agora há pouco, enquanto a observava em seu andador, de um lado para o outro na sala da minha casa, resolvi procurar na net coisas mais específicas sobre o uso do objeto polêmico, e encontrei um artigo "metendo o pau" no pobre brinquedo (para mim é um brinquedo...) e tive uma vontade súbita de compartilhar o meu pensamento por causa do excesso de crítica do texto.


Acho que está surgindo no mundo um preconceito ao contrário, uma onda modernóide que defende obsessivamente "o natural" em tudo na vida e, em especial, no desenvolvimento das crianças. Como se fosse possível fazer qualquer coisa natural nos tempos em que vivemos!
A questão é que se a partir do momento em que você compra o andador nunca mais o bebê fica no chão ou em outro lugar, claro que ele será prejudicial! Mas se ele serve para um momento espécífico de explorar o espaço, um alívio para a imobilidade a que a criança pouco antes de começar a andar fica presa, pode ser super estimulante!

A gente tem que tomar cuidado com as regras! Com esse desespero que temos por informação e que nos faz ir atrás dela em todos os veículos de mídia. E vamos acumulando um monte de ideias vindas de pessoas que podem mesmo ser conhecedoras honestas dos assuntos sobre os quais discorrem, mas não sabem nada sobre cada pessoa que as lê! E assim, repleto de informações, você não tem mais nenhum espaço para observar o tempo real, a vida real, acontecendo diante de você! Não tem mais a capacidade de observar o seu filho vivendo diante de você e dizendo o tempo todo quem ele é e do que ele precisa!

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