Nós não temos carro.
Ultimamente isso tem sido uma questão para mim, porque pela primeira vez podemos tê-lo.
É bem verdade que hoje, com as condições que são oferecidas de parcelamentos e afins, quase qualquer pessoa pode comprar um carro. E quase todas as pessoas compram, pois o vêm como um item de primeira necessidade.
Nós nunca pensamos assim, sempre priorizamos outras aquisições - quase todas bem menos duráveis -, e por isso, até hoje, não quisemos um carro.
Mas, nos últimos tempos, a possibilidade financeira de comprá-lo com certa facilidade, associada a recorrentes viagens para o litoral e, também, à idade (e peso) da Pietra Maria, tem me feito buscar argumentos para me render à tentação de ser motorizada e, principalmente, autônoma!
Essa questão da autonomia é, sem dúvida, uma das mais pesadas a favor do veículo próprio. O problema não é o fato de o transporte público ser coletivo. Mas com o passar dos anos e uma criança no colo a gente fica menos tolerante para esperar no ponto, ficar em pé e esmagada, e não poder transitar com liberdade à noite (e, aqui, se associa ao fato de não haver transporte público em qualquer horário, o problema da segurança).
E quando faz parte da sua rotina sair de São Paulo, a questão do transporte público se torna mais dramática! Não é à toa que em cidades do interior e litoral do Estado de São Paulo motos e, principalmente, bicicletas se tornam o principal meio de transporte da maioria das pessoas de baixa renda. E aí vemos famílias inteiras sobre uma moto, mulheres com crianças circulando de bicicleta pelos acostamentos das estradas, e outras situações de alto risco que são corriqueiras na vida de muita gente.
Eu sou uma pessoa culpada e odeio ser incoerente. Sempre critiquei com veemência esse "sonho-de-consumo-pequeno-burguês", e agora tento, a qualquer custo, criar uma lógica convincente e irrefutável para o ato consumista. Além de buscar vencer a culpa de ter algo "caro" num país onde tanta gente passa fome.
Eu sofro de "comunismo universitário"! Quero fingir que sou pobre, que não tenho necessidades fúteis, que me identifico mais com o favelado do que com o milionário, que faço parte da classe trabalhadora, que me recuso a explorar a força de trabalho alheia, que vou ficar fora da sociedade de consumo enquanto todos não tiverem acesso aos bens materiais, que não tenho raiva do fdp que me roubou porque ele é uma vítima da sociedade...
É tudo mentira! Sou uma burguesinha hipócrita e desejo ardentemente jogar as tralhas no carro, na garagem de casa, em São Paulo, e só descer na casa da praia. Fico sonhando com uma empregada que venha de segunda à sexta e uma babá que permita que eu tenha compromissos fora do horário de aula da Pietra. Quero uma cozinheira que me sirva refeições leves e balanceadas, e também um personal trainer, pra eu ficar magra e gostosa. Penso em como seria bom ter alguém que escolhesse as minhas roupas. E o quanto seria legal gastar R$ 1.000,00 no salão de beleza pra manter pele, cabelo e unhas impecáveis. Sem falar no quanto eu gostaria de dizer: "a MINHA massagista", "o MEU ginecologista", "a pediatra DA Pietra", "o acumputurista DO meu marido". Também ficaria bem mais feliz se a Pietra gostasse da escola em que estuda e se eu sentisse que a educação que ela está recebendo é focada nas relações humanas, nas artes, em um desenvolvimento crítico e autônomo... Sem falar no desejo incontrolável de morar em um condomínio fechado com câmeras e homens de terno preto suando de baixo do sol e garantindo a minha segurança!
Mas escondo todos esse desejos infames! E me sinto uma heroína da resistência quando conto que não tenho plano de saúde, que a Pietra nasceu de parto "normal" em um hospital público depois de todo o pré-natal feito no Posto de Saúde. Tenho orgulho de chocar os pais das criancinhas com quem a minha filha faz amizade num final de tarde na praia quando digo que sempre descemos pro litoral de ônibus, porque não temos carro. Me sinto uma fracassada quando admito que tenho uma faxineira que limpa a minha casa uma vez por semana e, por isso tento compensar, fingindo que ela é uma amiga, alguém como eu, que rala muito e ganha pouco. Também tenho vergonha de dizer que a escola da Pietra é particular, sempre faço questão de acrescentar a essa informação que ela estava inscrita na creche municipal, mas que nunca a chamaram, e que como eu TINHA que trabalhar acabei SENDO OBRIGADA a colocá-la em uma escolinha paga, mas que, infelizmente, não tenho condições de colocá-la na escola que eu gostaria, e nesse momento conto alguns dos absurdos que se sucedem no seu cotidiano escolar. Adoro receber os amigos na minha casa e oferecer bebida e comida feita por mim, deixar a porta aberta para os convidados e criticar a cerca elétrica da vizinha e o fato de o bairro estar sendo alvo das grandes construtoras que demolem casas e constróem prédios, mas não conto pra ninguém que quando o Daniel viaja eu coloco a Pietra pra dormir no meu quarto e tranco todas as portas da casa, imaginando que até o bandido arrombar cada uma eu vou ter tempo de fugir, já que eu tenho diversas rotas de fuga da minha própria casa, uma para cada tipo de invasor!
Diante de tamanha crise de identidade e confusões sobre de que maneira viver para melhor educar, sinto, de súbito, uma felicidade sincera ao saber, profundamente, que minha filha está aprendendo a levar apenas o que pode carregar e, portanto, a reconhecer bem o que é realmente necessário!
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Brinquedo de artista
Acabei de olhar para o lado e ver a minha filha, que no momento tem 2 anos e meio, com uma caixinha de dvd no colo, dando tapinhas e dizendo "calma nenê, calma", pensei "coitadinha, ela não tem nem uma boneca pra brincar de nenê...".
Quase fui vencida pelo olhar do outro sobre mim. Através de mim mesma, o jeito "certo" de fazer as coisas me obriga a ir contra a minha fé, os meus valores, a minha coerência. Talvez por medo de alguém achar uma maldade não dar uma boneca que fala pra minha filhinha eu corresse numa loja de brinquedos super verdadeiros e comprasse um kit completo para salvá-la de se tornar uma criança estranha que transforma caixas de sapato em carrinhos e vidros de esmalte em coleguinhas da escola.
Tenho horror a bonecas que parecem nenê. Acho que herdei isso do meu pai, ele tinha um trauma de infância, pois alguém o ergueu pra ver uma criança morta em um caixão, quando ele tinha quatro anos. Então, toda boneca muito realista que ele via lembrava da imagem do nenê morto. Talvez de tanto ouvir ele contar essa história eu tenha desenvolvido uma certa aversão à imagem. A questão é que, sem querer, ou pelo menos sem pensar, eu nunca comprei uma boneca pra Pietra. E dia desses li em algum lugar (nem me lembro se era livro sério ou revista feminina) que tem alguma linha pedagógica alternativa (acho que é Waldorf) que critica os brinquedos realistas. Acho que era uma conferência do Rudolf Steiner em que ele falava que a criança que só brinca com coisas que copiam a realidade restringe sua capacidade de imaginar e simbolizar!
Será que é por isso que vivemos nesse mundo tão pobre de rituais e onde, cada vez mais, a arte vai se tornando um jogo fútil de representar o cotidiano para não perder ainda mais a popularidade?
Quase fui vencida pelo olhar do outro sobre mim. Através de mim mesma, o jeito "certo" de fazer as coisas me obriga a ir contra a minha fé, os meus valores, a minha coerência. Talvez por medo de alguém achar uma maldade não dar uma boneca que fala pra minha filhinha eu corresse numa loja de brinquedos super verdadeiros e comprasse um kit completo para salvá-la de se tornar uma criança estranha que transforma caixas de sapato em carrinhos e vidros de esmalte em coleguinhas da escola.
Tenho horror a bonecas que parecem nenê. Acho que herdei isso do meu pai, ele tinha um trauma de infância, pois alguém o ergueu pra ver uma criança morta em um caixão, quando ele tinha quatro anos. Então, toda boneca muito realista que ele via lembrava da imagem do nenê morto. Talvez de tanto ouvir ele contar essa história eu tenha desenvolvido uma certa aversão à imagem. A questão é que, sem querer, ou pelo menos sem pensar, eu nunca comprei uma boneca pra Pietra. E dia desses li em algum lugar (nem me lembro se era livro sério ou revista feminina) que tem alguma linha pedagógica alternativa (acho que é Waldorf) que critica os brinquedos realistas. Acho que era uma conferência do Rudolf Steiner em que ele falava que a criança que só brinca com coisas que copiam a realidade restringe sua capacidade de imaginar e simbolizar!
Será que é por isso que vivemos nesse mundo tão pobre de rituais e onde, cada vez mais, a arte vai se tornando um jogo fútil de representar o cotidiano para não perder ainda mais a popularidade?
quinta-feira, 5 de julho de 2012
"O Inferno são os Outros..."
Mãe leva bronca o tempo inteiro!
Todos sabem o que é melhor para o SEU filho, e sempre é algo diferente do que você está fazendo!
O seu filho, em algum momento da vida, vai ser mal educado, briguento, birrento, manhoso, mimado, escandaloso, e a culpa, sem dúvida, será sua!
Dá muita atenção!
Faz tudo o que quer!
Trabalha demais!
Ele fica muito na escola!
Ele tem que ir pra escola!
Convive muito com adulto!
Ele também vai ficar doente, vai se machucar, e você será a culpada!
Tomou friagem!
Entrou na piscina!
Não leva no médico!
Dá muito remédio!
Mãe saudável é aquela que aprende a ouvir todos os comentários, dicas e conselhos de forma lúdica!Quer dizer, que leva tudo em consideração, como alguém que assiste a um bom filme da sessão da tarde, e não se abala com nada! Finge que não entende as indiretas, as acusações, finge que não percebe a cara de espanto quando passa com o seu filho no sling, ou quando não coloca um gorro pra sair no vento, ou quando não dá antitérmico com febre de 39°, ou quando diz que não quer que o filho seja alfabetizado com 7 anos, ou quando afirma que na sua casa não tem muita rotina e que seu filho dorme, quase sempre, depois da meia-noite e acorda, quase sempre, depois das 11hs da manhã!
E não adianta relevar tudo isso com bom humor e uma leve indiferença se você não souber driblar o comentário de vitória que virá se um dia você por acaso reclamar que seu filho está muito agitado!
"Ah, mas também não tem hora pra nada, a criança precisa ter rotina, precisa saber o que vai acontecer, precisa seguir regras, precisa ter limites, precisa, precisa, precisa"
Talvez! Talvez a Pietra bata nos amiguinhos da escola porque ela não tem hora pra almoçar! E às vezes nem almoça!!! (agora eu passei dos limites, né!?) Sim, às vezes ela não almoça! Acorda muito tarde, não tem fome, come banana, toma leite, come um pão e vai pra escola! Será que isso a deixa irritada? Pode ser...
E também pode ser por não ter rotina que ela se adapta a todas as situações! Ela usa qualquer roupa, não chora pra acordar se precisa acordar cedo, dorme em qualquer lugar, brinca com qualquer criança, come de tudo, anda a pé, de carro, de metrô, de ônibus e de avião; e as manhas duram apenas alguns minutos! Eu e o Dani colocamos a Pietra "em baixo do braço" e vamos pra qualquer lugar! Eu não levo nada de diferente pra ela! Ela não tem chupeta, mamadeira, colherzinha, paninho, travesseirinho, lençolzinho, roupinha, brinquedo, boneca, livro, nada, absolutamente nada, que seja necessário!
Talvez seja a falta de rotina, de regras, de limites... e talvez não!
Mas certeza eu tenho de uma coisa: as mães seriam muito mais felizes - e os filhos também - se não vivessem a terrível ilusão de que têm o controle sobre quem seus filhos serão ou deixarão de ser!
Todos sabem o que é melhor para o SEU filho, e sempre é algo diferente do que você está fazendo!
O seu filho, em algum momento da vida, vai ser mal educado, briguento, birrento, manhoso, mimado, escandaloso, e a culpa, sem dúvida, será sua!
Dá muita atenção!
Faz tudo o que quer!
Trabalha demais!
Ele fica muito na escola!
Ele tem que ir pra escola!
Convive muito com adulto!
Ele também vai ficar doente, vai se machucar, e você será a culpada!
Tomou friagem!
Entrou na piscina!
Não leva no médico!
Dá muito remédio!
Mãe saudável é aquela que aprende a ouvir todos os comentários, dicas e conselhos de forma lúdica!Quer dizer, que leva tudo em consideração, como alguém que assiste a um bom filme da sessão da tarde, e não se abala com nada! Finge que não entende as indiretas, as acusações, finge que não percebe a cara de espanto quando passa com o seu filho no sling, ou quando não coloca um gorro pra sair no vento, ou quando não dá antitérmico com febre de 39°, ou quando diz que não quer que o filho seja alfabetizado com 7 anos, ou quando afirma que na sua casa não tem muita rotina e que seu filho dorme, quase sempre, depois da meia-noite e acorda, quase sempre, depois das 11hs da manhã!
E não adianta relevar tudo isso com bom humor e uma leve indiferença se você não souber driblar o comentário de vitória que virá se um dia você por acaso reclamar que seu filho está muito agitado!
"Ah, mas também não tem hora pra nada, a criança precisa ter rotina, precisa saber o que vai acontecer, precisa seguir regras, precisa ter limites, precisa, precisa, precisa"
Talvez! Talvez a Pietra bata nos amiguinhos da escola porque ela não tem hora pra almoçar! E às vezes nem almoça!!! (agora eu passei dos limites, né!?) Sim, às vezes ela não almoça! Acorda muito tarde, não tem fome, come banana, toma leite, come um pão e vai pra escola! Será que isso a deixa irritada? Pode ser...
E também pode ser por não ter rotina que ela se adapta a todas as situações! Ela usa qualquer roupa, não chora pra acordar se precisa acordar cedo, dorme em qualquer lugar, brinca com qualquer criança, come de tudo, anda a pé, de carro, de metrô, de ônibus e de avião; e as manhas duram apenas alguns minutos! Eu e o Dani colocamos a Pietra "em baixo do braço" e vamos pra qualquer lugar! Eu não levo nada de diferente pra ela! Ela não tem chupeta, mamadeira, colherzinha, paninho, travesseirinho, lençolzinho, roupinha, brinquedo, boneca, livro, nada, absolutamente nada, que seja necessário!
Talvez seja a falta de rotina, de regras, de limites... e talvez não!
Mas certeza eu tenho de uma coisa: as mães seriam muito mais felizes - e os filhos também - se não vivessem a terrível ilusão de que têm o controle sobre quem seus filhos serão ou deixarão de ser!
domingo, 25 de março de 2012
O fim da minha vida de bicho!
Há exatos 21 dias deixei de viver a mágica e cansativa experiência da amamentação. Depois de 2 anos e quase dois meses sendo, de fato, uma mamífera-mãe, eu e a minha cria entramos num acordo. Um "sapinho" bendito veio me ajudar a dizer "hoje não, a boca está dodói minha filha". A boca sarou e ela não pediu mais. Entendeu. Às vezes ela fica com a mão no meu peito, às vezes fica fingindo que está mamando, mas não põe mais a boca, mesmo que quando brinca de mamar fique bem pertinho, quase querendo testar a minha reação, ver se ainda pode, mas entende que já não é mais tempo.
Amamentar foi absolutamente incrível. Amei mais a minha filha. Desejei mais cuidar dela. Entendi sem pensar todos os seus processos através dessa ligação física e totalmente animal que mantivemos por todo esse tempo. Porém, tirar ela do peito talvez tenha sido uma experiência ainda mais incrível. Porque foi muito fácil - ainda que lento (mas por isso mesmo maravilhoso), e eu me envaideci muito da minha função de mãe. Tivemos um diálogo de mais de 6 meses desde que eu coloquei horário para as mamadas - que antes eram completamente liberadas para ela, e, gradativamente fui tirando um horário por vez: primeiro as da manhã, depois as da madrugada, depois as da tarde e, por último, as de antes de dormir. As da madrugada foram as mais difícies, porque eu tirei e depois voltei a dar - fiquei com pena dela quando o tempo ficou muito frio, aí, quando esquentou de novo, tive que recomeçar, mas ainda assim não foi nenhum martírio, nenhuma crise, pois sem absolutamente nenhuma orientação médica, de amigas, mãe, vó, marido, enfim, sem a intervenção de ninguém, nós duas fomos criando as nossas regras, as novas convenções, passando do mundo dos bichos para o mundo dos humanos, delicadamente, juntas, com muito amor.
E talvez por isso, quando me perguntam: "Você não sente falta?", eu responda sem qualquer pudor: "Não, não sinto a menor falta!"
Amamentar foi absolutamente incrível. Amei mais a minha filha. Desejei mais cuidar dela. Entendi sem pensar todos os seus processos através dessa ligação física e totalmente animal que mantivemos por todo esse tempo. Porém, tirar ela do peito talvez tenha sido uma experiência ainda mais incrível. Porque foi muito fácil - ainda que lento (mas por isso mesmo maravilhoso), e eu me envaideci muito da minha função de mãe. Tivemos um diálogo de mais de 6 meses desde que eu coloquei horário para as mamadas - que antes eram completamente liberadas para ela, e, gradativamente fui tirando um horário por vez: primeiro as da manhã, depois as da madrugada, depois as da tarde e, por último, as de antes de dormir. As da madrugada foram as mais difícies, porque eu tirei e depois voltei a dar - fiquei com pena dela quando o tempo ficou muito frio, aí, quando esquentou de novo, tive que recomeçar, mas ainda assim não foi nenhum martírio, nenhuma crise, pois sem absolutamente nenhuma orientação médica, de amigas, mãe, vó, marido, enfim, sem a intervenção de ninguém, nós duas fomos criando as nossas regras, as novas convenções, passando do mundo dos bichos para o mundo dos humanos, delicadamente, juntas, com muito amor.
E talvez por isso, quando me perguntam: "Você não sente falta?", eu responda sem qualquer pudor: "Não, não sinto a menor falta!"
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Cotidianisses...
A Pietra engatinhou com 08 meses, andou com 11.
Comeu banana com quase 06 meses.
Saiu de casa pela primeira vez, depois que chegou da maternidade, com 08 dias, de sling, com o papai, para tomar vacina no posto de saúde perto de casa.
Andou de metrô com 01 mês.
Viajou de ônibus para a casa da vovó, em Araraquara, com 04 meses.
Viajou de avião, para Santarém, com 09 meses.
Não sei quando começou a falar, e desembestou de tal maneira que fala de tudo e cada dia mais... a gente se comunica de uma forma incrível. Ela é como alguém que fala outra língua e tem um monte de coisas para dizer mas não consegue colocar em palavras. Ela tem 2 anos e 3 meses mas carrega um mundo de coisas, cheio de particularidades, e eu fico completamente absorta em sua frases malucas, tentado captar alguma coisa... "mamãezinha, tira a porta!"...
Ela já parou de me chamar de mamãezinha, e ao dani de papaizinha! Ela começou com isso do nada, sozinha, sem ninguém ensinar ou sequer pedir. E parou também da mesma forma, espontaneamente.
Agora ela está com mania de fazer tudo sozinha e está também saindo das fraldas - pelo menos durante o dia e enquanto está em casa. Ontem eu tirei a fralda dela, depois que chegou da escola, e coloquei uma calcinha. Nós viemos para a sala e quando eu já estava indo para a cozinha para preparar o jantar, ela começou a chorar desesperada e a arrancar a calcinha gritando, bravíssima: "eu ponho, eu ponho, você não, eu ponho sozinha!". Tirou e pôs, sozinha, depois veio me ajudar a cozinhar, sorridente... ela editou o tempo, sem nenhum problema em quebrar essa convenção tão banal que nós inventamos para impedir que façamos as coisas quando bem entendermos!
Comeu banana com quase 06 meses.
Saiu de casa pela primeira vez, depois que chegou da maternidade, com 08 dias, de sling, com o papai, para tomar vacina no posto de saúde perto de casa.
Andou de metrô com 01 mês.
Viajou de ônibus para a casa da vovó, em Araraquara, com 04 meses.
Viajou de avião, para Santarém, com 09 meses.
Não sei quando começou a falar, e desembestou de tal maneira que fala de tudo e cada dia mais... a gente se comunica de uma forma incrível. Ela é como alguém que fala outra língua e tem um monte de coisas para dizer mas não consegue colocar em palavras. Ela tem 2 anos e 3 meses mas carrega um mundo de coisas, cheio de particularidades, e eu fico completamente absorta em sua frases malucas, tentado captar alguma coisa... "mamãezinha, tira a porta!"...
Ela já parou de me chamar de mamãezinha, e ao dani de papaizinha! Ela começou com isso do nada, sozinha, sem ninguém ensinar ou sequer pedir. E parou também da mesma forma, espontaneamente.
Agora ela está com mania de fazer tudo sozinha e está também saindo das fraldas - pelo menos durante o dia e enquanto está em casa. Ontem eu tirei a fralda dela, depois que chegou da escola, e coloquei uma calcinha. Nós viemos para a sala e quando eu já estava indo para a cozinha para preparar o jantar, ela começou a chorar desesperada e a arrancar a calcinha gritando, bravíssima: "eu ponho, eu ponho, você não, eu ponho sozinha!". Tirou e pôs, sozinha, depois veio me ajudar a cozinhar, sorridente... ela editou o tempo, sem nenhum problema em quebrar essa convenção tão banal que nós inventamos para impedir que façamos as coisas quando bem entendermos!
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